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Restaurantes

Hiltinho

O Restaurante do Hiltinho é um espaço tradicional da gastronomia paratiense, onde se podem saborear as delícias da região como: lagosta grelhada, camarão casadinho (*), caldeirada de frutos do mar e demais opções do seu cardápio completo (carnes, aves, massas e deliciosas sobremesas).
O Restaurante conta com uma ampla variedade de vinhos franceses, italianos, portugueses, alemães, chilenos, argentinos e nacionais.
Sua localização em casarão colonial é privilegiada: no Centro Histórico de Paraty, em frente à Praça da Matriz.
Mas, para os amantes do mar, o Restaurante do Hiltinho possui uma filial na belíssima Ilha do Algodão. Este é o local ideal para unir passeio, ecologia e alta gastronomia. 

Casa do Fogo
A Casa do Fogo é um simpático bistrô que prima pelo charme do ambiente e pela elegância da culinária, bem brasileira e bem contemporânea.
Os produtos da terra são as estrelas do cardápio. Aos frutos do mar pescados direto da baía une-se uma bela variedade de frutas e legumes locais, flambados com as lendárias cachaças de Paraty.

Thai Brasil
No Thai Paraty, a fina arte da culinária tailandesa, os melhores ingredientes e um serviço de primeira se encontram harmonicamente para oferecer a melhor thai food de Paraty. Abaixo, listamos os pratos de maior sucesso da casa. Aproveite!

Banana da terra
Funcionando na mesma casa desde 1994, o restaurante é comandado pela chef Ana Bueno, que traz forte referência da culinária caiçara e regional, mas com ares de modernidade. A casa, recentemente reformada, tem capacidade para 60 pessoas nas mesas e mais 15 pessoas entre o bar e o lounge
A missão do Banana da terra é ir buscar os sabores da terra pra levar até você  a síntese da comida caiçara.
A idéia e juntar a simplicidade dos sabores da região e a boa acolhida numa receita brasileira com tempero só nosso.
No carcapio são oferecidos pratos com ingredientes regionais escolhidos com critério, a mistura cuidadosa dos temperos e o ponto de preparação.

Vila Verde
Localizado nos limites do Parque Nacional da Serra da Bocaina, cercado de belas cachoeiras, montanhas e muito verde.A especialidade da casa são as massas caseiras, risottos italianos e os grelhados de carne e peixe.

Catimbau
Restaurante Eh-Lahô, localizado na Ilha do Catimbau, paraíso em plena baía de Paraty, é especializado em frutos do mar grelhados.
A decoração do restaurante é um capítulo à parte, com característica bastante caiçara, foi pensado nos mínimos detalhes. Desde a passagem até o banheiro ( nos sentimos Indiana Jones) onde é preciso passar por uma ponte móvel até as mesas à beira mar. Os baheiros ficam em casinhas no meio do mato, quase uma aventura.
No Catimbau, é possível degustar um camarão grelhado(ou mesmo um misto de frutos do mar) com arroz de açafrão e salada e ao mesmo tempo apreciar os peixinhos no mar. A beleza natural é tão rica, quer muitas vezes os maravilhosos pratos ficam em segundo plano, o que é uma eresia. Ttodos os pratos são divinos, cuidadosamente preparados e apreciados por todos que por lá passam. Como entrada os mariscos ao vinagrete são extremamente saborosos, ótimo para acompanhar a caipirinha de maracujá (que nesta época está super doce) feita com a cachaça Maria Izabel.
A ilha é muito freqüentada por estrangeiros, pois é de uma riqueza natural incrível. Além da simpatia de todos da equipe, dos cozinheiros às garçonetes.

Quintal Verde
Localizado nos limites do Parque Nacional da Serra da Bocaina, cercado de belas cachoeiras, montanhas e muito verde.A especialidade da casa são as massas caseiras, risottos italianos e os grelhados de carne e peixe.

Alquimia dos Sabores
A união do chique e do despojado faz do "Bistrô Alquimia dos Sabores" , um lugar de bom gosto, com charme e conforto onde a natureza brinda com sabor.
Localização: Paraty-Cunha

Bartolomeu
Restaurante Bartholomeu Paraty possui uma atmosfera aconchegante e charmosa. Junto Com seu cardápio de massas e pratos típicos de Muqueca de frutos-do-mar, a sensacional Picanha Argentina Recheada com Roquefor e Robalo no Sal Grosso que podem ser saboreados com um vinhos de nossa excelente carta.

Cais Pesqueiro


Inaugurado recentemente para desafogar o Cais Central, ele fica localizado em frente a pista do Campo de Aviação, no Bairro da Ilha.



Abriga ancoradas todas as embarcações destinadas a pesca feita na Enseada da Ilha Drande e também em mar aberto. 






Os mais diversos tipos de embarcações são encontrados ali. Lá mesmo você pode escolher e adquirir seu pescado fresco, lembrando que as embarcações chegam pela manhã geralmente.

Cais de Turismo

Fica localizado em frente ao centro Histórico e em direção ao mar. Abriga ancoradas todas as embarcações destinadas ao turismo de passeios pela Enseada. Os mais diversos tipos de embarcações para seu passeio são encontrados ali. Lá mesmo você adquire seu bilhete de passeio, após escolher a embarcação desejada, lembrando que quase todos saem para os passeios entre 10;30 e 11;30hs.
Paraty conta com Cais de Porto desde 1726, fazendo parte importante do embarque do ouro para Portugal. Em 2011 passou por uma grande reforma que aumentou sua capacidade de atracação, deixando com os 150 metros atuais.


“As voadeiras” 
Barcos pequenos de motores potentes, com motor de popa a gasolina e capacidade de até 8 pessoas em média. Destinadas a deslocamentos rápidos e que permitem conhecer diversos lugares num único dia. Combine com o marinheiro seu percurso antes de sair.

As traineiras
Com motor central a diesel, bem mais lentas que as anteriores, mas com capacidade para grupos de até 20 pessoas. Geralmente tem passeios pré-estabelecidos antes da saída. Combine com o marinheiro seu percurso antes de sair.

As escunas
Tradicionais embarcações de Paraty, também chamadas de saveiros. Destinadas a grupos geralmente de 100 pessoas ou mais. Com passeios pré estabalecidos em praias definidas em virtude da aproximação e calado destas embarcações. Consulte a rota no próprio cáis com cada embarcação.

Coordenadas Geográficas: 23º 13′ 21” S / 44º 42′ 31” 

Bares

Paraty é cidade famosa pelos seus bares, botequins e quiosques de praias.


Coupê
A noite é animada no Centro Histórico, com bares transados que capricham nos cardápios e na programação musical regada a MPB, bossa-nova e rock. Quem quer apenas observar o movimento enquanto toma uma gelada, a dica é o antigo bar Coupê, em frente à Igreja Matriz, com concorridas mesas espalhadas pela calçada.

Paraty 33
Baseado nas antigas tabernas e entrepostos comerciais da agitada Paraty do passado, nasce o Paraty 33 com um ambiente despojado e uma culinária fundada nos mais saborosos grelhados servidos na tábua e feitos em churrasqueira aparente no salão. Neste clima de aventureiros e viajantes o chopp gelado é o prêmio para refrescar os afortunados. O Paraty 33 conta com ambientes de confraria / cave nos acessos para banheiros e cozinha, grandes salões com linguagem de armazém misturada com referências náuticas e um pátio externo ajardinado. Carta de vinhos com mais de 60 rótulos de diversos países acondicionados em adega climatizada. Cardápio com massas exclusivas.

Margarida Café
O espaço tem ambiente para todo mundo - a turma se reúne no lounge, com bar, pufes e sofás; enquanto o jardim de inverno é ocupado pelos casais. Música ao vivo e DVD mantém a pista de dança sempre animada. Para almoçar ou jantar, o vasto cardápio oferece peixes, carnes, massas, risotos e saladas.

Café Paraty
Os cafés de paraty são elegantemente charmosos ao som de boa música e deliciosa cozinha internacional, nada melhor que paraty para viajar no rio de janeiro e relaxar na nigth charmosa e aconchegante. Não deixe de conferir. Localizado no Centro Histórico de Paraty, o Café Paraty é um local onde pode jantar e se divertir ao mesmo tempo, ouvindo uma boa música e tomando um chopp cremoso. Apesar do cardápio variado as especialidades são frutos do mar. Todos os dias tem música ao vivo com as melhores da MPB.

La Luna
Localizado na Praia da Jabaquara, em Paraty,
no estado do Rio de Janeiro, "La Luna" Restaurante
é um espaço diferenciado no universo gastronômico da cidade.
À beira-mar... você pode desfrutar de um atendimento de qualidade, em meio a uma paisagem deslumbrante !
"La Luna", um lugar que não está longe...

Cervejaria Cabore
Cervejaria artesanal, bar e restaurante. Paraty tem grande tradição na produção de cachaça, que vem desde o início da colonização portuguesa. No final do século XVII havia mais de uma centena de pequenos alambiques na região de Paraty. Hoje, os alambiques existentes são poucos, mas de qualidade excepcional.
Caborê é o nome, em tupi-guarani, de uma pequena coruja e do bairro, em Paraty, onde se localiza a fábrica. Esta marca é motivo de muito orgulho para os sócios do empreendimento, que buscaram um nome e um símbolo plenamente identificados com a região e com os costumes locais.

Biruta Grill
Venha sentir a brisa do mar, pisar na areia e contemplar a paisagem da Praia do Jabaquara. No Biruta Grill, além dos encantos da melhor praia da cidade de Paraty, você saboreia deliciosos petiscos em ambiente agradável e descontraído.
Os proprietários do Biruta são Jacira Diniz e Gil Jorge, ex-proprietários dos bares de São Paulo: Van Helsing, Jungle, Orbital e Ar Cênico.
Jacira e Gil cuidam pessoalmente de todos os detalhes, desde a preparação dos pratos, o atendimento ao cliente até a escolha seletiva das músicas.

Artesanato


O artesanato de Paraty é rico e variado. Na orla marítima é intensa a confecção de remos, canoas, barcos, gamelas de madeira, balaios, samburás, peneiras de taquara, abano de palha, redes de pesca e velas de embarcação, no sertão: cestos, pilões, tipiti, peneiras e várias miniaturas decorativas e utilitárias de taquaruçu, taquara e bambu, além de tapetes e cestos de taboa. 
Os tradicionais barcotes de Paraty vêm de um deslumbrante trecho do litoral sul-fluminense, localizado no distrito de Paraty-Mirim: o Saco do Mamanguá – assim denominado devido à abundância de peixes (mamanguá, em idioma indígena, significa local de comer), preservada pelo trançado da costa, que reproduz a forma de um saco.
É ali, entre o mar, o mangue e a mata atlântica, que vive uma comunidade de artesãos exímios no entalhe da caxeta, árvore nativa que brota nos alagados e produz uma madeira alva, leve e macia, cujos galhos transformam em miniaturas de canoas, traineiras, saveiros, escunas e veleiros, cruas ou pintadas de um colorido singular.

Cerca de 100 famílias habitam o Mamanguá. Dessas, um terço, aproximadamente, tira seu sustento do artesanato em caxeta, com sua produção se destacando no comércio de Paraty – a venda é quase toda destinada às lojas da cidade.
Na observação diária e experimentação é que se formam os artesãos: as crianças, desde oito, nove anos, começam a ‘ajudar’; os adolescentes já se encarregam de pequenas tarefas, e logo, logo, há mais um artesão completo na família.
O orgulho com que vêem seus filhos desenvolvendo a técnica, aprimorando os modelos e acrescentando inovações ao repertório tradicional indica a importância que atribuem à atividade, praticada com sabedoria e respeito aos recursos naturais da região.
No centro da cidade: tapetes, cortinas, almofadas, colchas de retalhos cortinas, toalhas, peças de vestuário, bonecas de pano, flores de papel, crochê, cerâmicas, pinturas, máscara, doces típicos, licores, etc...Diversas lojas de artesanato no centro da cidade vendem objetos feitos em Paraty.


Material:
Madeira, caxeta
Descrição do processo técnico:
"São várias as etapas do processo de produção, que começa com a retirada da caxeta, em época adequada para garantir a durabilidade das peças...Ainda no caxetal e com o mesmo facão usado para separar o galho, o artesão faz alguns cortes iniciais...Segue-se a retirada da casca e a divisão das toras ou a preparação das tábuas, dependendo do diâmetro do galho coletado, o que alguns fazem ainda no caxetal, outros em casa...Cascos, mastros e arremates são cortados em série e depois montados e presos com preguinhos, sendo fundamentais habilidade e precisão que evitem rachaduras na madeira". (pg. 26/27)
Utilização:
Objeto lúdico
Decoração

Contexto socioeconômico:
"O fechamento dos ciclos econômicos do açúcar e do ouro, a abertura de estradas e a excelência da região determinaram ao longo da história do país que Paraty viesse a viver hoje basicamente do turismo...". (pg.10/11)
"Ao longo dos quase nove quilômetros de comprimento de uma e outra distribuem-se várias comunidades, muitas vezes núcleos familiares: Mamanguá de Fora, Praia Grande, Currupira (como pronuncia o caiçara), Regato, Laranjeira (no chamado fundo do saco costurando as duas margens), Baixio (de Dentro e de Fora) e Cruzeiro...Não chegam a 600 pessoas os habitantes do Mamanguá, em pouco mais de 100 famílias com alto grau de consanguinidade". (pg.13)

"a população depende de Paraty para quase tudo". (pg.14)
"As casas caiçaras são discretas...Quase todas têm uma roça de mandioca, que às vezes fica localizada em sítio próximo, e casa de farinha, mínima que seja, para produção de farinha de excelente qualidade, incorporada aos hábitos alimentares locais, à base de peixe, feijão e banana". (pg. 14)
"Cerca de metade dessa população vive da pesca artesanal ou embarcada, da construção civil, ..., da prestação de serviços domésticos, como caseiros, jardineiros e cozinheiros, ou de transporte (barqueiros). As demais 50 famílias, aproximadamente, tiram seu sustento do artesanato em caxeta, árvore nativa, que brota nos alagados e produz madeira alva, leve e macia, com que fazem, mediante excelente técnica, miniaturas - em geral de canoas, traineiras, saveiros, escunas e veleiros, - remos, gamelas e outros utensílios domésticos..." (pg. 15)
" A vantagem do sistema nuclear está sobretudo no revezamento com relação à coleta da matéria-prima e na entrega da produção". (pg. 19)
"outro complicador da atividade é a sazonalidade da demanda". (pg. 22)

Contexto cultural:
"Navegar é preciso...Tal como a usou Fernando Pessoa, a expressão refere-se aqui ao transporte marítimo, fundamental ao caiçara, que nasce, vive e morre à beira d´água, descobrindo na medida de suas necessidades as melhores formas de morar, comer, locomover-se e o mais que daí decora..." (pg. 9)
"Cabe mencionar que o navegador Amir Klink, em suas viagens oficiais, presenteia as autoridades estrangeiras com remos do Mamanguá". (pg. 23)
Contexto ambiental:
"Mamanguá - local de comer em idioma indígena. Conta-se que os Guaianá, seus ocupantes originais, em ocasiões de celebração coletiva, ali se reuniam, conhecedores da abundância de peixes, preservada pelo traçado da costa, que reproduz a forma de um saco". (pg. 11)
"Especificamente em relação ao artesão, a questão da extração é crucial - se o IBAMA permite, o IEF proíbe, determinando deslocamentos para a matéria prima. A Associação de Moradores e Amigos do Mamanguá vem tentando atenuar essas dificuldades..." (pg. 17)
"A margem peninsular do Saco é reserva ecológica (da Juatinga) controlada pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF; a outra continental, é área de proteção ambiental (do Cairuçu) sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio ambiente - IBAMA." (pg. 13)

"...e embora sejam utilizados apenas os galhos, preservando-se a árvore, é preciso cuidar do manejo, o que é feito com propriedade no mamanguá, sobretudo depois do convívio dos artesãos com técnicos do Laboratório de Silvicultura Tropical da Escola Superior de Agricultura Luís Queirós - Esalq, do campus de Piracicaba da Universidade de São Paulo". (pg. 27)

Poço do Taquari

Eco Park

Poço do Tarzan

Tobogã

Pedra Branca

Poço do Ingles


As cachoeiras são uma ótima opção para quem pretende se refrescar, com águas geladas e cristalinas a maioria delas são encontradas nas proximidades da estrada que leva a Cunha SP.



Alguns acidentes de relevo, bastante água e muita mata. Estes são os ingredientes necessários para se desenhar belas cachoeiras, como as que existem em Paraty.
Algumas têm difícil acesso, mas a beleza que encontramos ao chegar, vale o esforço. Afinal de contas, não há nada melhor 
Chega-se ao  Poço do Inglês pela Estrada Paraty-Cunha, entrando à direita, após a Ponte Branca, a caminho da Cachoeira da pedra Branca. Deliciosa trilha leva até este poço, que é um convite ao relax total.

Ilha do Pelado

Partindo de Paraty para o norte em direção à Angra dos Reis, a 30 km encontra-se a Praia de São Gonçalo. Desta praia toma-se barco que leva até a Ilha do Pelado que fica logo em frente. Os barcos partem a todo momento e custa em torno de US$ 1,00 a ida e US$ 0,30 o retorno. A Ilha tem 3 belíssimas praias de água cristalina. Cada praia tem um bar que serve almoço com fruto do mar. O preço é acessível. É passeio para um dia que certamente se tornará inesquecível.
Localizada a 900 metros da costa da Praia de São Gonçalo, a ilha possui 108.000 m² com 4 praias rasas e fonte de água mineral. Na ilha há 2 bares com cardápio variado. Na Praia de São Gonçalo há barcos que fazem a travessia. Ótima opção de passeio

A cachaça de Paraty


Por volta de 1540 os portugueses instalaram no Brasil os primeiros engenhos para produção de açúcar e rapadura. Para se fazer rapadura, fervia-se o caldo da cana, separando a espuma que se formava - o cagaço - para dar aos animais. Encarregados da produção da rapadura e de levar o cagaço para os cochos dos animais, os escravos perceberam que após um ou dois dias parado, o cagaço fermentava, transformando-se em álcool.



Não demorou muito para os senhores de engenho descobrirem esse álcool. Acostumados a produzir à bagaceira, uma aguardente feita da uva, os senhores de engenho resolveram destilar o cagaço para separar as impurezas. Surgia assim a cachaça.

Os primeiros alambiques vieram do arquipélago de Açores, onde eram utilizados para a produção da bagaceira e o início da produção da pinga aconteceu quase ao mesmo tempo na Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro.
A Cachaça de alambique é a mais nobre das bebidas brasileiras e nasce artesanalmente, em pequenos alambiques de cobre nas propriedades rurais. Com teor alcoólico de 38% e 48% de volume, possui um sabor marcante e um bouquet inconfundível. E hoje, vem conquistando espaço nos mais variados cardápios do mundo inteiro. Em Paraty, a pinga de alambique, que tem um importante papel econômico e cultural, é produzida seguindo a tradição das antigas fazendas dos séculos passados.

O INICIO
Em torno de 1700, acredita-se que teve início a produção de aguardente em terras paratienses. De tão boa qualidade era a bebida que a vila acabou emprestando seu próprio nome ao produto, daquela época em diante, tomar uma parati era o mesmo que beber aguardente de primeira linha. 
Tão famosa era a pinga paratiense – como consta em diversas fontes históricas – que o preço de um litro custava “sete mil réis mais caro, em pipa, que todas as demais”. Consta ainda, que a venda de banana, peixe e farinha não somava a renda que o município obtinha com a venda de pinga. Com a Pinga de Paraty foi pago parte do resgate do Rio de Janeiro que em 1722 foi invadido pelo pirata francês Dougay troin. Já em 1908, a famosa “Azuladinha” de Paraty, pinga que no destilo recebe os vapores da folhas de tangerina, ganha a Medalha de Ouro da Exposição Nacional, no Rio de Janeiro.

Foi assim que Paraty chegou a meados de 1800 com cerca de 120 alambiques artesanais produzindo e comercializando, estima-se quase um milhão de litros de aguardente por ano.

Os segredos de fabricação continuam guardados a sete chaves, mas o modo de fazer pode ser visto por qualquer um que visitar os alambique que ainda hoje funcionam com roda d’água, barril de carvalho, pipas, dornas artesanal e tachos de cobre com fogão à lenha.
O resultado desta combinação que reúne terra boa para a cana e o conhecimento de séculos de tradição só pode ser degustado com uma boa Parati feita em Paraty, terra mãe das boas pingas artesanais do Brasil. (fonte- Zé Pital-paratiense).

Existem documentos históricos que comprovam a produção de açúcar e aguardente em Paraty desde o século XVII, o solo de Paraty era considerado ideal para a plantação de cana-de-açúcar e a geografia acidentada com numerosos rios facilitava a construção de rodas d’água, indispensáveis para a moagem, em grande escala, da cana-de-açúcar. 
foto Pedro Gorski 

Esses elementos transformaram Paraty no maior e melhor centro produtor da bebida durante os períodos do Brasil colonial e Imperial. Em 1805, o Ouvidor Geral José Antonio Valente, nas Providências Administrativas, informava: “Na agoa ardente tem progresso, e sobre tudo na feitoria que lhe assegura de augmento sete mil réis em pipa sobre as demais. Talvez se descubram, examinando o causal da melhoria, se do terreno, das agoas ou das lenhas ela provém. Deve regular a duas mil e seiscentas pipas por ano, e faz este artigo, 151.200$. Esta resulta de produção calculada”. Isto corresponde aproximadamente a 1.232.000 litros! 

Acredita-se que, a partir de 1600, a bebida tenha começado a ser alambicada em terras paratienses. E, mesmo sem ter sido pioneira na produção da aguardente de cana, Paraty - “quer pelas suas terras, quer pelas suas águas ou lenhas" ou ainda pelos segredos da própria alambicassem - foi a mais importante região produtora de pinga no Brasil Colônia. Não apenas na Corte como na Colônia, todos pediam uma dose de paraty quando desejavam uma simples aguardente.

 A pinga produzida em Paraty fez tanta fama pela sua qualidade, segundo Monsenhor Pizarro e outros historiadores, que custava mais caro que todas as demais comercializadas no país; e sua importância sócio-econômica foi tão grande desde 1700 que acabou tendo seu próprio nome (Paraty) como sinônimo de aguardente até meados do século XX.
Dos mais de 100 alambiques de aguardente que funcionaram no município a partir de meados de 1700, a cidade conta hoje apenas com 7: 


A INDICAÇÃO GEOGRÁFICA - IG –
Constitui um instituto jurídico, previsto na nossa Lei da Propriedade Industrial, de 1996, que visa reconhecer e proteger o nome geográfico de pais, região ou localidade, que identifique algum produto ou serviço típico. Na Europa, existem mais de 3 mil produtos agropecuários com certificados de IG. No Brasil, a certificação é recente.
 A IG resulta na fidelização do consumidor, que saberá que, sob a etiqueta da Indicação Geográfica, vai encontrar um produto de qualidade e com características locais, peculiares a um determinado lugar.

A IG realiza-se através de um registro junto ao INPI, que expede um Certificado específico. Entre nós, existem dois tipos de Indicação Geográfica: a Indicação de Procedência e a Denominação de Origem. São dois registros diversos, com implicações e conseqüências jurídicas e econômicas diferentes. A Indicação de Procedência traduz-se no "nome geográfico de país, cidade, região demarcada ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço". Na embalagem do produto estará gravado "Indicação de Procedência". Já a Denominação de Origem se dá quando o nome geográfico de país, cidade, região demarcada ou localidade de seu território, designa produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos "fatores naturais e humanos".



O Certificado que a Cachaça de Paraty recebeu do INPI, em 2007, foi o de Indicação de Procedência, isto é, o direito exclusivo de somente as pingas fabricadas no município exibirem em seus rótulos a indicação: Cachaça de Paraty, seguida da expressão "Indicação de Procedência". Somente as cachaças fabricadas em Paraty poderão usar o nome geográfico "Paraty" em seus rótulos, quando se sabe que várias marcas de cachaça, em diversos Estados, usam o nome "paraty" para denominar cachaça .
No Brasil há apenas 6 produtos com o selo de Indicação de Procedência, sendo que Paraty é a primeira cachaça brasileira a receber esta certificação. ( fotos da APCC)

Alambiques


Existem documentos históricos que comprovam a produção de açúcar e aguardente em Paraty desde o século XVII, O solo de Paraty era considerado ideal para a plantação de cana-de-açúcar e a geografia acidentada com numerosos rios facilitava a construção de rodas d'água, indispensáveis para a moagem, em grande escala, da cana-de-açúcar. 


Esses elementos transformaram Paraty no maior e melhor centro produtor da bebida durante os períodos do Brasil colonial e Imperial. Em 1805, o Ouvidor Geral José Antonio Valente, nas Providências Administrativas, informava: "Na agoa ardente tem progresso, e sobre tudo na feitoria que lhe assegura de augmento sete mil réis em pipa sobre as demais. Talvez se descubram, examinando o causal da melhoria, se do terreno, das agoas ou das lenhas ela provém. Deve regular a duas mil e seiscentas pipas por ano, e faz este artigo, 151.200$. Esta resulta de produção calculada". Isto corresponde aproximadamente a 1.232.000 litros!
O nome Paraty é sinônimo de cachaça de boa qualidade. O Festival da Cachaça, qua acontece sempre no mês de agosto é prova disso, sendo um dos eventos mais concorridos do ano.  
Hoje o município conta com 7 alambiques que possuem o selo de Indicação Geográfica. Este selo confere às cachaças de Paraty a garantia de procedência e o controle de qualidade.
Muitos alambiques estão abertos à visitação onde se pode conhecer o processo tradicional de fabricação e, claro, fazer uma saborosa degustação.

Cachaça Coqueiro
O alambique da cachaça Coqueiro é o maior e mais moderno de Paraty, possuindo dois moedores de cana, esteira mecânica para retirada do bagaço, e dois alambiques de destilação com capacidade/produção de até 100.000 litros/ano. Primeira cachaça com selo de qualidade e excelência. 

Site: 
www.cachacacoqueiro.com.br
Telefone: (24) 3371-0016
E-mail: 
emello@gmail.com Endereço: Fazenda Cabral - Cabral – Paraty/RJ
Localização: na estrada que inicia no lado direito da BR-101(km 583) a 7,0 quilômetros do trevo de Paraty, sentido Ubatuba, seguindo por mais 1,1 quilômetro pela estrada.

Cachaça Corisco
Possui roda d’água para mover o engenho e dois alambiques de destilação com capacidade/produção de até 50.000 litros/ano. Ao lado do alambique há uma Casa de Farinha também movida por roda d’água, onde se produz farinha de mandioca - um dos mais típicos alimentos caiçara.
Site: ---
Telefone: (24) 3371-0894
E-mail: ---
Endereço: Estrada do Corisquinho, s/nº - Corisco – Paraty/RJ
Localização: Localização: na estrada do Corisco (início no lado direito da BR-101 (km 577) a 500 metros do trevo, sentido Ubatuba, seguida por 5 km estrada de terra)

Cachaça Engenho Dóuro
Este pequeno alambique (com capacidade até 4.000 litros/ano) possui uma roda d’ água para mover o engenho de moer cana e outra para mover a casa de farinha de mandioca. Possui também uma casa de farinha de milho onde a força da água é usada para triturar o milho.
Site: 
www.engenhodouro.com.br 
Telefone: (24) 9905-8268 Norival
E-mail: 
norivalpenhacarneiro@hotmail.com
Endereço: Estrada de Paraty Cunha, Km 8 – Penha – Paraty/RJ
Localização: na beira da rodovia Paraty/Cunha a 7,8 quilômetros do trevo de entrada de Paraty, no lado oposto ao da Igreja do Penha 

Cachaça Pedra Branca
O mais recente alambique de Paraty, onde o proprietário mescla a tradição do processo com equipamentos modernos.
Site: 
www.cachacapedrabranca.com 
Telefone: (24) 7835-4065 Lúcio
E-mail: 
luciogamafreire@oi.com.br
Endereço: Estrada da Pedra Branca, km 1 - Ponte Branca – Paraty/RJ
Localização: ---

Cachaça Paratyana
Site: ---
Telefone: (24) 3371-6329
E-mail: 
cachacaparaty@hotmail.com
Endereço: Estrada da Pedra Branca, km 1 - Ponte Branca - Paraty/RJ
Localização: seguir por 1,3 quilômetro na estrada que começa logo depois da primeira ponte da estrada Paraty-Cunha, a 3,9 quilômetros do trevo de Paraty 


Cachaça Maré Cheia
Site: 
www.cachacamarecheia.com.br
Telefone: (24) 3371-9377
E-mail: 
contato@cachacamarecheia.com.br
Endereço: Estrada do Jacú, s/nº – Morro do Jacú - Paraty/RJ
Localização: --- 


Cachaça Maria Izabel
Consta ainda que teria sido proveniente de um dos alambiques de Francisco Lopes da Costa a cachaça enviada ao Rio de Janeiro para ser degustada pelo rei Alberto da Bélgica, em sua visita ao país no começo do século XX. A produção foi mantida na Fazenda Bananal por Samuel Costa, filho de Francisco, e depois por seu neto Paulo Costa, até meados desse século, e pouco depois a fazenda  foi vendida. Em 1997, uma das filhas de Paulo Costa, Maria Izabel, voltou a fabricar cachaça de forma artesanal – agora no Sítio Santo Antonio, à beira-mar, no Corumbê, oito quilômetros ao norte da cidade de Paraty.

Localizado num belíssimo sítio a beira do mar, o alambique Maria Izabel aparece anualmente no ranking de cachaças elaborado pela revista Playboy como uma das dez melhores do Brasil. Possui capacidade/produção de até 15.000 litros/ano. Aberto para visitação e compra de cachaça diretamente com o produtor (recomenda-se agendar a visita).
Site: 
www.mariaizabel.com.br
Telefone: (24) 9999-9908 Maria Izabel
E-mail: 
contato@mariaizabel.com.br
Endereço: Sitio Santo Antônio – Corumbê – Paraty/RJ
Localização: no fim da estrada de terra (aproximadamente dois quilômetros) que inicia no lado direito da rodovia BR-101 a 7,3 quilômetros do trevo de entrada de Paraty, no sentido de Angra dos Reis. 

Cachaça Itatinga
Alambique com capacidade de produção de até 10.000 litros/ano.
Site: ---
Telefone: ---

E-mail: ---
Endereço: Paraty/RJ
Localização: quase que na beira da BR-101 (km 585) a 9,0 quilômetros do trevo de Paraty, sentido Ubatuba, no lado direito da estrada, logo após um posto.

Cachaça Maré Alta
Alambique com capacidade de produção de até 30.000 litros/ano.
Site: --- 

Telefone: ---
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Endereço: Estrada do Jacu - Paraty/RJ
Localização: na beira do rio Mateus Nunes entre as estradas do Corisco e a Paraty/ Cunha. Para acessá-lo seguir pela rodovia Paraty/Cunha por 2,4 quilômetros e entrar a esquerda numa pequena estrada.

Alambique São Gonçalo
Pequeno alambique localizado na comunidade de São Gonçalo, próximo à praia de mesmo nome. Capacidade até 4.000 litros/ano.
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Endereço: São Gonçalo - Paraty/RJ
Localização: O acesso se dá por estrada que inicia 31,5 quilômetros do trevo da BR-101, sentido Angra dos Reis. Seguir por dois quilômetros e entrar a direita em estrada secundária, indo até o fim (aproximadamente um quilômetro).